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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Fórceps Odontológicos

Sei que faz tempo que não posto, porém pretendo continuar com a série de postagens sobre anatomia que iniciei ! Em breve darei prosseguimento, enquanto isso um assunto que não posso deixar de postar (principalmente porque não encontrei uma postagem educativa sobre isto): fórceps odontológicos! 
Para quem está iniciando os estudos sobre cirurgia oral é difícil identificar as diferenças entre eles e aprender qual a indicação de cada um, pensando nisto irei dissertar e aprender à medida que vou descrevendo. :)

Os fórceps são utilizados para realizar exodontias, vou detalhar 10 tipos de fórceps, os mais comumente utilizados: 01, 150, 151, 16, 17, 18R, 18L, 65, 68 e 69.

Para a maxila:

Fórceps 01

Utilizado para extrair incisivos e caninos superiores.
Seu detalhe está na ponta ativa que não encosta uma na outra e seu cabo é reto, sem angulação.

Fórceps 150


Utilizado para extrair incisivos, caninos e pré-molares superiores.
Possui a ponta ativa tocando uma na outra, seu cabo encurva-se para melhor se apoiar na mão, assemelha-se com o fórceps 151, cuidado ao diferenciá-los.


Fórceps 18 L

Utilizado para extrair molares superiores do lado esquerdo. 
Sua ponta ativa não encosta uma na outra e possui curvatura no cabo pro lado esquerdo, cuidado que o 18 R e o 16 também possuem curvatura.

Fórceps 18 R

Utilizado para extrair molares superiores do lado direito.
Muito semelhante ao 18 R, a única diferença está na ponta ativa que é levemente maior que a do seu fórceps-irmão.

Fórceps 65

Utilizado para extrair incisivos e raízes superiores.
Sua ponta ativa faz trajeto descendente e segue para anterior, é bem mais delgada que a dos demais fórceps supracitados para que haja melhor apoio para restos radiculares. Seu cabo é reto.

Para maxila e mandibula:

Fórceps 69

Utilizado para extrair raízes de dentes inferiores e superiores.
Sua ponta ativa é delgada, fecha-se completamente. Seu cabo tem leve curvatura.
Único fórceps utilizado tanto para maxilar quanto para mandibular.

Para mandíbula:

Fórceps 151

Utilizado para extrair incisivos, caninos e pré-molares inferiores.
Diferentemente da maxila, a mandíbula só dispõe desse fórceps para dentes anteriores.
Assemelha-se ao 150, há completo fechamento em sua ponta ativa e seu cabo possui ligeira curvatura.

Fórceps 17


Utilizado para extrair molares inferiores, em ambos os hemiarcos.
Sua ponta ativa fica semiaberta, seu cabo é reto e só é utilizado quando a coroa do elemento é suficiente para acomodar esta ponta ativa, ou seja, não está destruída.

O fórceps 16 vem solucionar a exodontia de molares inferiores que estão com a coroa destruída, podendo até se acomodar na região de furca, caso seja necessário. É o companheiro do 17 que o acoberta quando não dá conta. Sua ponta ativa é como dois ganchos, que também não se fecham em si, seu cabo possui curvatura para a direita.


Finalizamos com o fórceps 68, utilizado para extirpação de restos radiculares da mandíbula, sua ponta ativa é inconfundível com este formato de bico, onde há perfeito fechamento. Seu cabo é retilíneo.


Bom, concluímos assim esta postagem. Espero que seja útil e auxilie na identificação de cada fórceps por suas características e funcionalidade, sem se fazer necessário olhar a numeração no momento do procedimento.

Abraços!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

4- Osso Occipital

Este osso é ímpar, faz parte da calvária porém também faz parte da base do crânio (onde se observa o forame magno), é visualizado nas faces posterior e inferior do crânio.
Apresenta na face externa posterior a Protuberância Occipital Externa, tendo em suas laterais as linhas nucais suprema, superior e inferior que servem para fixação da musculatura da face póstero-cervical.
Possui apenas uma sutura, a sutura lambdoidea para articular-se com os ossos parietais.
A parte basilar do osso occipital apresenta o tubérculo faríngeo, os côndilos occipitais que se articulam com o Atlas. À frente dos côndilos occipitais passa o canal do nervo hipoglosso e atrás vemos o canal condilar para passagem de veia emissária.

A face interna forma parte da fossa crânica posterior (que aloja a ponte, o bulbo e o encéfalo) e apresentam também as fossas cerebelares para acondicionamento do cerebelo.

O ponto de encontro entre as suturas sagital e lambdoide é chamado de lambda.



3- Osso Parietal

O osso parietal é par, localizando-se na porção látero-superior do crânio. Possui as seguintes suturas:


  1. Sutura Sagital (parietal esquerdo + parietal direito);
  2. Sutura Coronal (frontal);
  3. Sutura Lambdoidea (occipital);
  4. Sutura Escamosa (temporal);
  5. Sutura Esfenoescamosa (esfenóide + temporal).
A única destas suturas que não articula-se propriamente com o osso parietal é a esfenoescamosa, porém por didática é estudada em conjunto com as demais que se articulam com este osso.
O ponto de união entre as suturas coronal e sagital é denominada bregma
Em cada osso parietal encontra-se (apesar que existem exceções) o forame parietal, na região superior e mediana, por onde transita uma veia emissária do couro cabeludo para o seio sagital superior.
Uma protuberância pode vista na face superior bilateralmente denominada túber parietal. Olhando-se lateralmente visualiza-se a Linha Temporal Superior (que se inicia no osso frontal, passa pelo parietal e termina no osso temporal). A Fossa Temporal que é uma nítida depressão óssea serve para a inserção da fáscia do músculo temporal.

Vamos entender essa Linha Temporal de maneira mais sucinta:

A Linha Temporal Superior se inicia no osso FRONTAL, passa pelo PARIETAL e termina no TEMPORAL. O contorno que essa linha realiza deixa nítida uma fossa na qual se insere a fáscia do músculo temporal, a Fossa Temporal. Portanto além da Linha Temporal Superior temos também a Linha Temporal Inferior que está acima do arco zigomático. Adiante veremos que assim como a fáscia do músculo temporal se insere acima do arco zigomático, a fáscia do músculo masseter se insere abaixo do mesmo arco. Dessa forma vamos correlacionando e aprendendo um pouco melhor.

A face interna do osso parietal possui o sulco do seio sagital superior.

Abraços a todos!

Lembrando que as anotações aqui feitas não esgotam os assuntos, aprofundem-se! :)

2- Osso Frontal

A partir de agora irei dissertar sobre cada estrutura óssea que compõe o crânio, iniciando pelos ossos do neurocrânio. O osso frontal é didaticamente eleito como a primeira estrutura a ser estudada, vamos lá!

O osso frontal se encontra na região anterior do crânio, é um osso ímpar, plano e pneumático (pois possui o seio frontal em seu interior, na região de glabela). Forma o teto e a margem superior da cavidade orbital. Apresenta duas faces, uma interna e outra externa. Vamos nos deter principalmente nos acidentes anatômicos da face externa. 
A parte orbital do osso frontal aloja a glândula lacrimal através de uma fossa situada lateralmente. Visualizamos a margem supraorbital delimitando a área do globo ocular, acima desta existe uma saliência denominada de arco superciliar que reforça a arquitetura óssea da fronte. Notamos que este arco superciliar é mais proeminente em homens, sendo um dos parâmetros utilizados na odontologia legal para determinar o sexo do esqueleto (óbvio que é apenas um dos muitos parâmetros). A glabela corresponde à região que fica entre os arcos superciliares, onde se localiza internamente o seio frontal (salientando o que foi supracitado).
Na margem supraorbital, lateralmente, podemos observar uma incisura que às vezes se apresenta como forame por onde transitam vasos e nervos para a região anterior do couro cabeludo.
Também observamos o túber ou bossa frontal que é uma elevação óssea bilateral anterior. 

A união do osso frontal com as estruturas ósseas circunjacentes são dadas através de suturas, são elas;


  1. Sutura Coronal (com os ossos parietais);
  2. Sutura Frontozigomática (com o zigomático);
  3. Sutura Frontonasal (com os nasais);
  4. Sutura Frontomaxilar (com as maxilas).
Existe uma projeção do osso frontal denominada processo zigomático do frontal o qual se unirá ao zigoma através da sutura frontozigomática.
A nível da sutura frontonasal observamos a espinha nasal quando estes ossos estão desarticulados.

A face interna do osso frontal contém o início do sulco do seio sagital superior, forma a maior parte do assoalho da fossa crânica anterior (que contém o lobo frontal do cérebro). Lembrando que o seio sagital superior é um dos seios da dura-máter por onde circula sangue venoso.




As figuras servem de subsídio para conferirmos a exata localização de cada estrutura, porém recomendo o uso de algum atlas para melhor apreensão. Bom, mais uma estrutura analisada e descrita! Espero que o aprendizado se faça presente nestas postagens. Um forte abraço!

A tempo, deixo o link de um artigo muito interessante sobre fratura tardia do seio frontal: http://www.revistacirurgiabmf.com/2005/v5n3/pdf%20v5n3/v5n3.6.pdf

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

1 - O estudo do Crânio

Gostaria de salientar primeiramente as obras que estou consultando para a elaboração dessas postagens:


  1. Anatomia da Face - Bases Anatomofuncionais para a prática Odontológica, 6ª edição, 2008, do autor Miguel Carlos Madeira.
  2. Anatomia Craniofacial - Aplicada à Odontologia, do autor Marcelle Alvarez Rossi, 2010.
  3. Sobotta, Atlas de Anatomia Humana; volume 1, 22º edição.
Estudar o crânio é um desafio devido ser uma estrutura óssea complexa, não pelo fato de ser composto por 22 ossos mas, sobretudo, por abrigar o encéfalo, os órgãos dos sentidos (bulbo do olho [visão], orelha [audição], língua [gustação] e cavidade nasal [olfação]) e o início dos sistemas digestório e respiratório. A complexidade dessas estruturas é responsável pela riqueza de detalhes anatômicos encontrados no crânio.
Lembrando que o desenvolvimento do complexo craniofacial se inicia a partir da 4ª semana de vida IU (intra-uterina) e que o 1º arco branquial é responsável pela formação da maxila e da mandíbula, através de seus processos. Inicialmente os ossos que compõem a calvária (ou calota) craniana estão separados entre si por fontanelas (constituídas de tecido fibroso), a ossificação intramembranossa dessas fontanelas só irá ocorrer entre os 18 aos 24 meses. O principal motivo para a existência dessas fontanelas é facilitar a passagem do feto pelo canal vaginal (parto vaginal), através do estreitamento da circunferência da cabeça que após o nascimento retorna ao tamanho original que possuía no ambiente uterino e posteriormente diminui em consequência da ossificação intramembranosa acima citada. Após a ossificação das fontanelas observamos sua lembrança através das suturas (articulações fibrosas sem movimento), apesar que com o tempo pode ocorrer um processo chamado sinostose que "apaga" essas suturas e torna a calota craniana lisa e aparentemente contínua (como se fosse um osso único).
Crânio num corte sagital.
O crânio, didaticamente, é dividido em:

  • Neurocrânio (constituído por 8 ossos: frontal, 2 parietais, 2 temporais, occipital, esfenoide e etmoide);
  • Viscerocrânio (constituído por 14 ossos: 2 maxilas, 2 zigomáticos, 2 palatinos, mandíbula, 2 nasais, vômer, 2 lacrimais, 2 conchas nasais inferiores).
A calvária é o ponto mais superior do neurocrânio, tendo seus limites representados pela glabela (anteriormente) e pela protuberância occipital externa (posteriormente). Os ossos da calvária são caracterizados por duas camadas de osso compacto (tábua externa e interna) intercaladas por uma camada intermediária de osso esponjoso (díploe). É de comum senso que a tábua óssea interna é menos resistente que a externa. 
A base do crânio possui na face interna três fossas cerebrais:

  1. Fossa anterior - aloja o lobo frontal do cérebro, é limitada posteriormente pela asa menor do esfenoide  e sulco pré-quiasmático. O soalho é constituído pelo osso frontal, principalmente, e pela crista etmoidal + lâmina crivosa do etmoide.
  2. Fossa média - aloja o lobo temporal do cérebro, seu limite anterior é o posterior da fossa anterior (asa menor do esfenoide e sulco pré-quiasmático) e seu limite posterior é o dorso da sela e a margem superior da parte petrosa do temporal.
  3. Fossa posterior - aloja a ponte, o bulbo e o cerebelo. Seu limite anterior, como a lógica nos faz saltar aos olhos, é o dorso da sela e a margem superior da parte petrosa do temporal enquanto que seu limite posterior é o osso occipital (onde estão as fossas cerebelares). Seu soalho é formado pelo occipital juntamente com o temporal.
Bom, espero que essa explicação inicial tenha sido fidedigna ao objetivo que me propus ao me comprometer em postar sobre anatomia. Logo, logo, teremos mais um tema. Até lá!


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Anatomia Aplicada à Odontologia

Olá a todos, irei iniciar uma série de postagens sobre assuntos de anatomia que são pertinentes ao cirurgião-dentista. Estou aproveitando estas férias para realizar uma revisão geral de anatomia e por isso utilizarei o blog para postar algumas considerações.

Lembrando que já postei duas vezes sobre o assunto:

http://artedentaria.blogspot.com.br/2011/11/as-anatomias-da-vida-academica.html

http://artedentaria.blogspot.com.br/2012/06/anatomia-topografica-consideracoes.html

Vamos ao trabalho! ;)


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um vídeo diferente!

Olá, amigos!

Hoje irei dissertar sobre um assunto ainda não citado neste blog, sobretudo por não ser específico dos temas aqui abordados, porém de grande relevância para nossa vida: os cinco maiores arrependimentos que poderemos ter antes de morrer.
Talvez você esteja sentindo um friozinho na barriga ao ter lido o tema, talvez você queira fugir do assunto ou pode ser que tenha ficado curioso e instigado a descobrir quais seriam! É verdade que estes cinco arrependimentos que irei enumerar podem não vir a ser os seus no momento em que estiver pressentindo o fim de sua vida biológica... porém foram produto de um estudo realizado por uma enfermeira numa unidade que trata de pacientes em estado terminal, portanto merece crédito e respeito. Vamos a eles:


  1. "Gostaria de ter tido CORAGEM de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim"
  2. "Gostaria de não ter TRABALHADO tanto"
  3. "Eu gostaria de ter tido coragem de EXPRESSAR meus sentimentos"
  4. "Eu gostaria de ter mantido CONTATO com meus amigos"
  5. "Eu gostaria de ter me deixado ser mais FELIZ"
Entendo que não haja necessidade de comentar muito sobre estes arrependimentos, eles se explicam por si mesmos. O que gostaria de deixar registrado neste blog é que a vida só possui sentido quando está cheia do Espírito Santo de Deus, quando estamos buscando agradar a Deus e viver nossa vida conforme a vontade Dele. A partir disso temos atitudes que nos levam a evitar/prevenir alguns desses arrependimentos. 

Vamos refletir:

  1. A vida é presente de Deus e somos fieis a nós mesmos quando agimos segundo os desejos inspirados por Ele (pois existem desejos destrutivos: vícios, vinganças, etc), assim fazemos da nossa vida algo tão grandioso e fantástico que é impossível não sermos felizes com ela, mesmo nos momentos de tristeza (há uma felicidade contínua e a certeza da vitória mesmo em momentos de provação). A vida do outro não nos pertence, podemos ajudá-lo porém não podemos decidir por ele... da mesma forma que não devemos deixar que nossa decisões sejam pautadas apenas no que o outro deseja, desconsiderando nossa vontade e nossos sonhos. Meu exemplo: meu pai desejava que eu continuasse cursando Direito porém eu desejava mudar para Odontologia, considerei o conselho do meu pai por saber que ele me ama porém na decisão pesou mais o que me faria realizada e num consenso ele entendeu que sua filha não se tornaria advogada mas sim dentista (Glórias a Deus por isso).
  2. Trabalhar para viver porém não viver para trabalhar, já diz o ditado ... kkkk e mais!! usar o trabalho como ferramenta para crescimento pessoal e espiritual, sempre há oportunidade de ajudar um necessitado, de amenizar o sofrimento do outro (Dra N.L. sabe muito bem disso... que Deus a abençoe e lhe recompense por seu coração bondoso, visto que Jesus nos ensinou que não são as obras que "contam" para que não nos vangloriemos nelas mas o coração aquebrantado e contrito com Deus... e eu sinto que Dra N. L. executa por amor e não por vaidade, Glórias a Deus por essa serva).
  3. Dizer Eu te amo liberta! Só isso. :) Deixemos de lado o fingimento e vamos mostrar que nos importamos mesmo com aqueles que nos magoaram ou que de outra forma não corresponderam ao que queríamos.
  4. Sem comentários, é muito importante.
  5. Vamos nos permitir mais ... vamos nos amar, nos alegrar, nos regozijar !
Concluindo a postagem, peço que entendam o sentimentalismo contido neste texto pois é impraticável ser objetiva num assunto tão subjetivo assim como também me é impossível não glorificar a Deus por isto. Vamos refletir, vamos melhorar o que pudermos ...

Que a paz do Senhor Jesus fique com vocês!



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Blodonto

Durante a disciplina de Tópicos Avançados I (4º período) nos foi dada a incumbência de desenvolver um blog onde postaríamos os assuntos dos seminários apresentados. Vale a pena conferir, os assuntos são todos relacionados à correta higienização bucal. Desde o histórico das escovas dentais, colutórios, dentrifícios, até as técnicas utilizadas (com demonstrações em vídeo) vemos uma abordagem diferenciada das que encontramos em livros.

O link é este: http://blodonto.blogspot.com.br/

Boa leitura !

Férias (?)

Estamos em Dezembro e pouco falta para que as desejadas férias de fato se iniciem, no meu caso, falta apenas a divulgação de uma nota (Anestesiologia) para que possa dar início oficial às férias ou estudar para uma prova final (nunca fiz prova final em Odontologia, Deus queira que não seja dessa vez).
Enquanto a nota não sai já iniciei meu esquema de estudos de Anatomia Aplicada à Odontologia, onde revisarei todos os assuntos e me prepararei para a prova de monitoria. Estive ausente no blog devido a correria das semanas de provas mas a partir de agora serei mais constante por aqui.

Abraços !

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Aftas - Úlcera Aftosa Recorrente (UAR)

As aftas são causa frequente de desconforto na região oral, muitos são os tratamentos populares indicados por leigos e as teorias sobre sua origem. Neste post irei desmistificar algumas ideias erroneamente construídas sobre esse tema além de dissertar sobre o que realmente é essa infecção que, apesar de mais frequente nas estruturas orais, também pode surgir na região vulvar.
A afta consiste de uma ulceração do tecido conjuntivo com exposição das terminações nervosas, por isso sentimos dor, circundada por um halo hiperêmico (anel avermelhado). As causas são explicadas por três teorias que, PASMEM, não aceitam a ideia da afta ser originada devido problemas gástricos. São elas: Teoria Genética, Teoria Infecciosa e Teoria Imunológica. Na realidade estas teorias podem estar intrinsecamente relacionadas, portanto para que se desenvolva uma afta pode ser necessário: estar infectado pela forma L de um Streptococus alfa hemolítico + imunossupressão + herança genética. 
Vocês podem estar pensando: Como as causas possíveis são apenas as dessas três teorias? Caso eu tenha uma alta ingesta de alimentos ácidos não terei também afta?
Então lhes digo ... na realidade, a afta é de caráter infeccioso, então qualquer úlcera causada por um trauma físico ou agentes químicos não se enquadra na definição de afta. São úlceras traumáticas (causadas por escovação intensa, mordedura da mucosa/língua, etc) ou erosões causadas por agentes ácidos. Dessa forma, delimitamos o que pode ser considerado como afta e o que, apesar de semelhante, são ulcerações oriundas de outras causas e não constituem a entidade aftosa.
Bom, vamos deixar de blábláblá e dizer quais os tratamentos indicados. Existe o tratamento paliativo e o sistêmico. No paliativo temos as opções de: 
  1. Cauterização (paramonoclorofenol não-canforado)
  2. Acetonido de triancinolona
  3. Laserterapia
  4. Cola super bonder
Esses tratamentos são paliativos porque não eliminam o agente etiológico, porém são muito efetivos.

No tratamento sistêmico o objetivo é melhorar o sistema imunológico do paciente:
  1. Recomendações de exercícios
  2. Recomendações dietéticas
  3. Complexo vitamínico e de minerais
Dessa forma o paciente pode prevenir a recidiva aftosa.

Lembrando: nas formas simples de afta (as de Mikulicz) há regressão da lesão em até 08 dias, mesmo sem tratamento, não deixando cicatriz. Porém nos casos de aftas de Sutton a regressão é demorada e, geralmente, deixa cicatrizes. Deve-se investigar os pacientes que possuem recidivas constantes de aftas, principalmente quando são de Sutton, no que se refere à possibilidade de ter HIV (requisitar teste Elisa para HIV).

domingo, 19 de agosto de 2012

Ação dos Anestésicos Locais

Um dos assuntos que mais interessam à odontologia é o controle da dor, seja através dos anestésicos ou dos analgésicos. Neste post trataremos do modo de ação dos anestésicos locais, os quais são utilizados em cerca de 95% dos procedimentos clínicos odontológicos.

Para compreendermos esse mecanismo somos 'obrigados' a relembrar um pouco de anatomia e fisiologia do sistema nervoso. Sabemos que o neurônio é a célula que forma todo o sistema nervoso, a unidade fundamental, e que existem dois tipos deles: o sensitivo (aferente) e o motor (eferente). Para interesse desse estudo, iremos considerar o neurônio sensitivo. Ele possui três partes: processo periférico (ou zona dendrítica), processo central (ou axônio) e corpo celular (que se localiza no centro da célula). Os dendritos transmitem a mensagem de um neurônio a outro, através de ligações químicas, o axônio é semelhante a um fio por onde o potencial de ação elétrico se propaga e o corpo celular, neste tipo de neurônio, é o provedor do metabolismo, porém não participa da transmissão do impulso.
Nos seres humanos, a maioria dos nervos é do tipo mielínico, ou seja, possuem uma bainha que reveste o axônio de modo a isolá-lo elétrica e farmacologicamente. Porém essa bainha não é contínua, possui pequenos intervalos, onde há exposição do axônio, que denomina-se de nodo de Ranvier, esse espaço expõe sobretudo a membrana nervosa que é rica em pequenos canais por onde penetram os íons de sódio que estão no meio extracelular. 
O processo pelo qual o nervo periférico transmite um impulso para que o sistema nervoso central interprete como dor está diretamente relacionado e dependente dessa penetração de Na+, pois é a partir dela que o axoplasma (meio interno do axônio) sofre despolarização e gera o potencial de ação elétrico (o impulso nervoso, em outras palavras). Por isso que a ação dos anestésicos locais é específica nesses canais iônicos de sódio.

Existem várias teorias para a explicação do modo como o anestésico atua, porém a mais aceita atualmente é a Teoria do Receptor Específico. Segundo ela: a solução anestésica atua retirando íons de cálcio do canal de íons de sódio e se agregando onde eles estavam, formando um bloqueio no canal onde ele fica obliterado e não há permeabilidade para o sódio. Dessa forma não ocorre a despolarização e é evitado que o potencial de ação elétrico se origine ou se propague, caso já tenha sido originado anteriormente. Seria um receptor específico para a molécula do agente anestésico, que poderia estar localizada abaixo, no axoplasma, ou no meio do canal.

Enfim, desse modo os anestésicos de uso local cumprem seu dever: controlar a sensação de dor através do bloqueio químico na membrana nervosa, possibilitando ao cirurgião-dentista realizar suas atividades e ao paciente se submeter sem medo aos procedimentos.

:)

Um caso clínico de CTBMF

Em 18/08/12 ocorreu um acidente que necessitou de atendimento e avaliação do cirurgião e traumatologista buco-maxilo-facial. Para sintetizar a postagem vou citar as condutas tomadas pelo cirurgião e expor duas imagens, uma do momento em que o paciente chegou ao hospital e outra do momento trans procedimento. O objetivo dessa postagem não é questionar condutas mas incitar os leitores à curiosidade e estimular o estudo dessa especialidade tão nobre. Infelizmente não disponho das radiografias, portanto a postagem fica incompleta sem esses exames. Vamos lá:

1) Alcoolismo + motocicleta + BR = acidente (a fórmula mais óbvia do mundo);

2) Ida ao hospital local;

3) Laceração na região da comissura labial até o corpo da mandíbula, incluindo rompimento arterial e nervoso com exposição óssea;

4) Encaminhamento ao hospital de referência para atendimento especialista;

5) Radiografias (Face PA e perfil, Hirtz e Wargas);

6) Antissepssia com clorexidina degermante;

7) Posicionamento do campo cirúrgico;

8) Anestesia com vasoconstrictor (Lidocaína a 2% + epinefrina [não lembro a concentração]);

9) Sutura com cate-gute [vasos] e nylon 4.0 (aproximadamente uns 50 nós de sutura), incluindo fixação da mandíbula por meio de sutura com a mucosa labial;

10) Indicação cirúrgica para colocação de pinos de titânio no corpo da mandíbula a fim de fixá-la;

11) Internamento hospitalar pré-operatório;
















Daí em diante não posso mais narrar visto não ter acompanhado o paciente. Espero que tenham gostado. Abraços!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Clínica Odontológica II - nº01

Os atendimentos na clínica recomeçaram no dia 07/08/12, porém esse dia foi destinado às requisições de exames de imagem e laboratoriais. Ontem (14/08/12), os pacientes (a maioria) trouxeram os resultados e realizamos a triagem para destiná-los às clínicas onde receberão atendimento de acordo com a complexidade. Estou muito feliz pois continuo com as mesmas pessoas, T.R. que agora está no 10º período e N.G. que é minha colega de sala. No período passado nosso trio revelou muita afinidade, foi uma fórmula que deu certo! Nada melhor que continuar juntas. As idas ao Shopping após as clínicas também recomeçaram... kkkk A terça-feira sempre é mais feliz que os outros dias, pois além de termos seriedade no que fazemos, temos a amizade que nos faz rir de bobagens e sermos companheiras em muitos momentos. Tenho certeza que essas clínicas me serão inesquecíveis e uma fonte profunda de saudade e boas memórias. Estou sentindo falta de D.L. mas sei que a ausência dela é provisória e devido ao doutorado que ela está concluindo em SP. Que ela volte logo... e com o título conquistado. :)

4º Período

Well, faz uma semana apenas que as aulas recomeçaram. Talvez seja precipitado afirmar que esse período vai ser trabalhoso porém não tão difícil, talvez seja otimismo dizer que algumas disciplinas serão fáceis de aprovar... enfim! Estou gostando das disciplinas, dos professores (todos já conhecidos), do horário de aulas (exceto da terça à noite ¬¬') e continuo com a turma praticamente imutável (apesar que agora somos 48, antes 54).
A grande novidade para esse período é que estou em outro apartamento, onde tenho outros compromissos (agora preciso cozinhar! kkkk mas é ótimo porque estou muito desejosa de aprender culinária ^^) e outra colega (que, assim como a anterior, também estuda Direito). Além disso, não poderia deixar de citar algo fantástico: minha turma está atendendo com mais autonomia no CEO de Estomatologia ! Eu e minha dupla (M.E.) fazemos todo o atendimento (sem estarmos subordinadas aos períodos avançados) e levamos o caso ao professor (que, óbvio, dá o veredicto e tratamento final). É muito bom poder atender o paciente e se responsabilizar pela escolha da melhor conduta a ser tomada para resolver o problema que o levou até ali. 
Neste período sinto que minha responsabilidade aumentou numa medida próxima a das minhas competências, podemos associar o que aprendemos e aplicar nas clínicas de maneira mais segura. Aos poucos vamos caminhando e nos desfazendo da necessidade de apoio em todo procedimento de pequena complexidade. Olho para os colegas do décimo período e fico imaginando como estarei nesse estágio, peço a Deus que, quando ali chegar, tenha me preparado e esforçado o suficiente para ser a melhor nova dentista possível. =]

Que Deus abençoe minha turma, minha colega de apartamento, minha ex-colega, enfim... todos nós.

sábado, 30 de junho de 2012

Anatomia Topográfica - considerações

Todo estudante da área de saúde tem que lidar com a responsabilidade de aprender os conceitos de anatomia segmentar (ou seja, sistêmica), porém alguns além desta também devem dominar conhecimentos de anatomia topográfica que é diretamente relacionada com seu curso. No caso da odontologia temos a anatomia craniofacial, também conhecida por: anatomia de cabeça e pescoço, anatomia aplicada à odontologia, etc.
Conhecer e amar a anatomia topográfica é o mesmo que estar numa nova residência e explorá-la, conhecer cada espaço e poder alterá-lo conforme as necessidades. É preciso amor em tudo, pois se você não aprecia sua área de trabalho dificilmente poderá manipulá-la para atingir seus objetivos. 
A anatomia craniofacial pode ser vista em peças anatômicas (reais ou artificiais), em pessoas vivas (visão de superfície) ou em imaginologia (radiografias, tomografias, etc). Para fazermos uma correta interpretação de uma radiografia cefalométrica, portanto, se faz mister conhecermos os pontos cefalométricos, ou seja, a anatomia. Lembrando que há distinção entre pontos cefalométricos e craniométricos (estes últimos são visualizados no crânio em si).
Muitas pessoas imaginam que a área de atuação do cirurgião-dentista é por demais restrita, porém desconhecem a complexidade e possibilidades com as quais nos deparamos. Quando o leigo pensa no dente, por exemplo, jamais imagina que possuem arestas, morfologia distinta entre dentes de mesmo grupo, cíngulos, etc. Imaginam da forma que sabem: o mais simplista possível, principalmente pela falta de hábito de observá-los meticulosamente. É uma parte de nosso corpo onde raras pessoas, leigas, conhecem adequadamente. Muitas vezes nem percebem exposição radicular, enfim, não há necessidade de prolongar estas observações...
Nossa área de atuação é pequena quanto às dimensões (face, cavidade oral, etc), porém enorme quanto ao conhecimento. Somos profissionais especializados num dos sistemas mais importantes do organismo humano: o sistema estomatognático. Responsável pelo início da digestão, sucesso da fonação (a ausência de dentes modifica drasticamente o modo como se articula as palavras), às vezes pela respiração (respirador bucal), estética e bem-estar geral do indivíduo.
O conhecimento acurado da anatomia craniofacial nos capacita a revertermos situações de perda de função, instabilidade mastigatória, correção cirúrgica de defeitos do complexo buco-maxilo-facial ou decréscimo na estética, favorecendo em muitos aspectos o indivíduo que procura por tratamento especializado. 
Portanto, vamos ao estudo! O estudo deve ser hábito do CD, revisão dos conteúdos são tão importantes quanto as capacitações, atualizações. Que a nossa geração consiga avançar com qualidade, cientificidade e humanização. E isso só conseguiremos através do amor pela arte dentária, algumas vezes estudando assuntos que nos empolgam e outras assuntos que nos entediam, mas mantendo a qualidade por responsabilidade pelos pacientes que em nós confiarão. :) 


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Estudante de Odontologia

O estudante de Odontologia atual está inserido numa realidade extremamente complexa, ao mesmo tempo que brilhante. Sabemos que há algumas décadas cursar Odontologia era sinônimo de um futuro estonteante, onde os recém-formados eram metralhados com excelentes propostas de emprego, com salários que se convertêssemos pro valor monetário atual seria bem superior ao que nos é oferecido na maioria dos lugares. O cirurgião-dentista de algumas décadas, que hoje podemos conhecer alguns no território acadêmico, ministrando aulas e compartilhando sua larga experiência, acumulava bens materiais mais facilmente que os das últimas gerações. Porém, isso não é sinônimo de que era mais vantajoso estudar Odontologia antes e que agora é desinteressante!  Vamos aos argumentos! Rs

  • Hoje possuímos mais possibilidades de expandir nossa profissão, mais aperfeiçoamentos, especializações, mestrados e doutorados... ressaltando que esse aumento de oferta nos leva à necessidade de analisar criteriosamente a instituição antes de iniciarmos nossa expansão acadêmica!
  • Somos da geração Y ! Associamos nosso trabalho com a tecnologia, estamos numa época em que se substitui parte dos formulários em papel por formulários eletrônicos, realizamos back up e somos felizes ^^ podendo levar esse acervo num memory card, pendrive, HD portátil... enfim, os exames radiológicos (onde algumas empresas enviam a cópia digital para o e-mail do CD solicitante), os dados pessoais e de anamnese, podem ser acessados em qualquer lugar e a qualquer momento.
  • As possibilidades de pagamento do tratamento dentário também facilita nossa vida, não me refiro aos planos de saúde odontológicos (kkk esses são muitas vezes necessários mas ainda não pagam dignamente o nosso trabalho), antes era difícil para alguém das classes menos favorecidas pagar por tratamentos endodônticos, de implantodontia, etc... mas com a popularização dos cartões de crédito e débito a situação mudou! Mais pessoas tratadas, mais profissionais trabalhando... uma mão de duas vias que traz muitas satisfações.
  • O ProUni e o SISU facilitam o acesso ao curso, principalmente para quem mora no interior e não pode estudar na capital (nas universidades federais ou estaduais) além de não poder pagar a mensalidade de uma faculdade privada (que, convenhamos, depois de medicina é o curso mais caro).
Nós, estudantes de Odontologia, somos dos que mais "sofremos" em detrimento de obter uma adequada formação acadêmica. Além dos 10 períodos, das milhares de disciplinas, ainda tem aquela mistura básica de aula teórica com prática. Na faculdade onde estudo, o turno é integral, tendo atividades pela manhã e tarde e, esporadicamente, à noite também! É cansativo mas dinâmico, ao deitar (mesmo sabendo que terei que acordar cedo pra aula) tenho a satisfação de um dia lotado porém muito produtivo.
Ah... para quem deseja se dedicar a esse curso é importante também dissertar sobre as listas de materiais odontológicos, as famosas listinhas de dezenas de instrumentais... kkk
Geralmente, começam com as disciplinas de Dentística Pré-Clínica e Materiais Odontológicos, porém outras disciplinas como Cirurgia, Endodontia, Prótese, Periodontia também solicitam suas listas. É interessante que o estudante, ou seus responsáveis, comece a planejar a compra com antecedência e preste atenção às marcas que porventura sejam EXIGIDAS por algum professor. Não que seja proibido comprar instrumentais de preço mais modesto, pelo contrário, mas alguns merecem atenção devido o acabamento e a utilidade deles. Por ex, não posso comprar uma alavanca para exodontia que tenha um acabamento grosseiro, pois além de dificultar o procedimento também traumatiza desnecessariamente a área cirúrgica.

Outro aspecto de tremenda importância é realizar monitorias, projetos de pesquisa, como forma de aprofundar o conhecimento sobre determinada disciplina, aprimorar técnicas e conseguir horas de atividade complementar. Além de todas essas vantagens ainda temos que considerar o enriquecimento do Currículo Lattes.

Bom, por enquanto é isso... espero que tenha dado para ter uma ideia sobre a realidade dos estudantes de Odontologia e que sirva de incentivo para os que são e para os que desejam. 

Abraços a todos! :)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Especialidades Odontológicas

Impressionante como o cirurgião-dentista ainda possui um rótulo simplista perante a sociedade, recentemente uma colega de trabalho me questionou sobre o que seria um profissional buco-maxilo-facial. Por se tratar de alguém que é da área de saúde fiquei atônita e refleti sobre o quão limitada é a imaginação das pessoas sobre o trabalho do odontólogo. Para muitos é aquele indivíduo que realiza extrações, restaurações, limpeza, coloca aparelhos ortodônticos, faz canal quando o dente está 'quase perdido' e receita pomada para feridas na boca.

Esse texto não está carregado de ironia, assumo que antes de adentrar nesse mundo também era completamente leiga sobre as atribuições e os termos técnicos da profissão. Não sabia o que era restauração feita em amálgama, mas sabia o que era obturação de platina... kkkk enfim!!

Pesquisando sobre as possibilidades de especializações, planejando o futuro iminente, me deparei com as seguintes opções:

  1. Cirurgia: esse especialista realiza cirurgias orais de menor porte, que são efetuadas no próprio consultório, como por ex, exodontia de terceiros molares e restos radiculares.
  2. Cirurgia buco-maxilo-facial: estuda e trata as lesões de todo o complexo, muitas vezes trabalha em ambiente hospitalar e com a interação do cirurgião de cabeça e pescoço, cirurgião geral, anestesiologista... realiza cirurgias de todos os portes, desde a exodontia de restos radiculares até a cirurgia ortognática, mini implantes, etc.
  3. Clínica Geral: é o que faremos quando concluirmos a graduação, uma odontologia ampla porém que necessita, muitas vezes, de encaminhamento aos especialistas.
  4. Dentística: objetiva a reabilitação estética do elemento dentário, bem como sua função que possam ter sido comprometidas por processo carioso, fraturas, erosão, abrasão, etc.
  5. Disfunção têmporo-mandibular e dor orofacial: trata e investiga a etiologia desses distúrbios.
  6. Endodontia: trata os canais radiculares e coronários, infectados ou não. Visa a preservação do elemento dentário na cavidade oral.
  7. Estomatologia: previne, diagnostica e trata patologias orais, assim como permite que o profissional reflita sobre o prognóstico, além de também prevenir e diagnosticar outras patologias que tenham reflexo na cavidade bucal (diabetes, por ex).
  8. Implantodontia: reintegra o indivíduo à sociedade através da implantação de raízes artificiais que sustentam as próteses, aproximando-se da estética natural.
  9. Odontologia em Saúde Coletiva: analisa, organiza,planeja, executa e avalia os serviços, projetos ou programas de saúde bucal dirigidos à população de maneira coletiva, enfatizando a promoção da saúde com ações preventivas.
  10. Odontologia Legal: auxilia a medicina legal e a criminalística através da análise crânio-facial e dental dos indivíduos envolvidos, visando a elucidação de casos e identificação de vítimas ou suspeitos.
  11. Odontologia Preventiva: posiciona-se em medidas de prevenção de todas as patologias bucais, tais como cárie, neoplasia maligna, etc.
  12. Odontogeriatria: estuda os efeitos do envelhecimento sobre as estruturas do sistema estomatognático, além de planejar adequadamente os tratamentos nessa específica fase do paciente.
  13. Odontopediatria: especialista no atendimento a crianças e seus problemas mais frequentes.
  14. Ortodontia: corrige o posicionamento dos dentes, harmonizando a oclusão e articulando corretamente as arcadas.
  15. Patologia Oral: fornece meios para o correto diagnóstico das patologias orais, através de análise microscópica de lâminas.
  16. Periodontia: trata das doenças do periodonto, além de cuidar da função de suporte aos dentes.
  17. Prótese: cuida da recuperação de coroas dentais e da reparação dos espaços decorrentes de exodontias.
  18. Imaginologia Odontológica: tem por finalidade auxiliar o diagnóstico através de radiografias e outros exames de imagem (tomografia, por ex), fornecendo documentação e aumentando a credibilidade nos tratamentos dentários.
Well, espero que após a leitura dessa postagem haja melhor discernimento :) inclusive aprendi mais sobre as possibilidades... é importante dizer que não esgotei todas as especialidades, citei apenas as que considero de maior eminência!

Até mais!


terça-feira, 19 de junho de 2012

E mais um período termina :D Rumo ao 4º!

Well, este é um dos posts mais felizes que faço nesse blog! Mais um período que se conclui, muito aprendizado, muitas conquistas... 
O terceiro período cumpriu o que muitos diziam sobre ele: grandes gastos com materiais odontológicos, muitas aulas práticas, pressão cada vez mais crescente nos estudos, primeiro contato com os pacientes na Clínica da Faculdade, enfim... :)
Diante de tudo só tenho uma coisa a fazer: agradecer! Meu Deus foi maravilhoso, me abençoando em todos os aspectos da vida... família, trabalho, estudo... 
Fazendo um resumo do que me ocorreu neste período posso citar:
  • Me apaixonei pela radiologia, apesar de continuar tendo dificuldade em executar radiografias pelo método da bissetriz (mas vou treinar, chegarei lá kkk)
  • Tive dificuldades imensas na Dentística, mas fui melhorando e na segunda unidade entendi bem melhor ^^
  • Consegui ser aprovada em todas \o/ minha maior façanha, visto Materiais Odontológicos ter sido um terror... kkkk no final, acabei gostando da matéria!
  • Conheci a profª D.L., me identifiquei muito com ela e fiquei encantada com suas aulas ;)
  • Conheci melhor minha dupla de clínica, T.R., com quem fiz amizade e hoje posso dizer que gosto e considero demais :D
  • Tomei posse do concurso que fiz em 2009, na cidade de S. o/
Finalizo satisfeita e muito feliz... neste momento, conversando com D.V. pelo Whats App kkkkk

*__*

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Clínica Odontológica I - nº 10

08/05/12

Ontem foi um dia extraordinário, não apenas pela clínica mas pelo que se desenvolveu a partir dela. Atendemos 3 pacientes, gostei muito da nossa união... no dividir das tarefas, nas conversas, nos olhares :) pela primeira vez percebi que ali, com T.R. e N.G., estava formando uma equipe, havia prazer no que estávamos fazendo... e isso não foi de ontem, já vem acontecendo há algum tempo. Graças a Deus.
A única coisa que me deixa triste é o fato de que, em breve, T.R. sairá da faculdade... trilhará o caminho dela e perderei minha grande companheira. Mas esse sentimento de tristeza não é desses inspirados pelo egoísmo, mas sim por ter tido poucas oportunidades de encontrar pessoas nas quais sinto poder confiar, cujo olhar me transmite paz e com as quais eu posso ser eu mesma, sem reservas.
Mas vamos aos atendimentos, se eu for divagar sobre pessoas que me encantaram nessa clínica não cumprirei o propósito do post... ;)

1) Dona V.L.R., paciente submetida a enxerto ósseo recentemente (citei-a aqui no blog), realizamos radiografia periapical para acompanhamento do resultado. Fiquei na parte de revelação, estou 'pegando o costume' de minha ex-tutora kkk cheirando o filme após a lavagem final para ver se está bem lavado... 
Também foi feita a retirada do fio de sutura (região edêntula dos 15/16), para alívio geral da paciente que se incomodava sobremaneira com esse fio... kkk

2) M.F.P., 29 anos, P.A.: 110x70 mmHg.
O procedimento dessa paciente foi uma restauração com resina composta fotopolimerizável, FIZ A ANESTESIA PAPILAR (complementando outra ocasião em que fiz apenas a infiltrativa) e N.G. fez a técnica de anestesia infiltrativa, ambas com a supervisão e auxílio de T.R.. A cárie retirada estava no elemento 24, onde foi realizada um preparo cavitário MOD.

3) R.A.S., 27 anos, P.A.: 120x80 mmHg.
Essa paciente foi diferente de tudo quanto presenciei nesses dias de clínica! Pela radiografia periapical do elemento 12 foi identificada uma lesão no ápice radicular. A mesma referia não sentir dor alguma e T.R. fez testes de sensibilidade que comprovaram a desvitalização do dente. Foi feito um acesso (com a broca) à câmara pulpar e aplicado medicação (triclesol formalina). Para restauração provisória foi utilizado IV (Maxion R).

Obrigada Senhor por mais um dia... :D

domingo, 29 de abril de 2012

Clínica Odontológica I - nº 09

Referente a : 24/04/12

Continuando com o tratamento de M.F.P., hoje fizemos a restauração permanente do elemento 15. O material de eleição foi a resina composta fotopolimerizável, pela 1ª x vi o condicionamento ácido sendo feito num dente vivo, logo após a aplicação do primer e bond selando os túbulos dentinários e favorecendo o ambiente para a adesão à resina. T.R. nos ensinou uma tática: utilizar resina UD para simular a dentina, B3 (nesse caso) para o esmalte e Durafil da mesma cor (B3) para o acabamento. Ficou tão lindo *__*  kkkk 
Os pontos de sutura da exodontia do 38 foram retirados, cicatrização concluída. Antes da restauração fizemos uma radiografia periapical. 

Só para constar: como diria minha amiga Bruna > 'não sou obrigada!' a escrever mais esse diário, porém foi uma ideia maravilhosa que minha ex-tutora deu e faço questão (e com muito prazer) de escrevê-lo. Penso em quando estiver formada e desejar reler o que aconteceu comigo nessa época tão importante, assim como observar a maneira como eu enxergava as coisas :) Obrigada, D.L. por ter feito com que eu iniciasse desde o primeiro dia de clínica!! Pretendo fazer em todas as demais clínicas.